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" Palavras apenas, palavras pequenas..."" | ||||
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Na estante:
"Jesus, o maior psicólogo que ja´existiu", Mark Baker Na telona:
"O Procurado" Na vitrola:
"What a wonderful world", Louis Armstrong Outras palavras:
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Tirando a poeira É, essa bodega tá mesmo abandonada! Então, resolvi passar por aqui só para tirar a poeira, dar uma atualizada e escrever o qualquer coisa; sem compromisso, sem requinte e sem revisão. E também sem um assunto. A veia do magistério tá pulsando, logo, é por aí que vou começar, com uma daquelas constatações mais que óbvias. É notório que existem muitas diferenças entre o ensino público e o privado,e dizem que a maior delas é a qualidade. Na verdade, isso é só o pretexto para atrair mais clientes – leia-se alunos –, pois para os diretores, o que conta mesmo é freqüência e adimplência. Qualidade é só detalhe. Professor bom é aquele que mantém a sala cheia e os alunos satisfeitos. O aprendizado é só conseqüência. Não sei se sou privilegiado, mas nas escolas públicas onde trabalhei, a coisa era séria e o utópico ideal de uma sociedade melhor sempre norteou nossos projetos e atividades. Infelizmente, ideais não pagam contas. Falando na escola, dia desses viajei em um trem que me fez pensar que estava em Tóquio: novo, prateado, por dentro todo branco, assentos forrados com tecido verde e – pasmem! - ar condicionado. E um silêncio... Nada de ambulantes! Quase fui até à estação final só para aproveitar um pouco mais. Mudando de assunto, hoje recomeça mais uma novela do Manoel Carlos no “Vale a pena ver de novo”. Será? Não é o tipo de folhetim que me atrai. Muito simples, muito cotidiano e, por isso, de fácil identificação com o público. Acho chato, meio monótono. Há sempre uma Helena, um doutor Moretti e algum personagem devoto de Santa Rita de Cássia. Nada de mistério, grandes vilões ou assassinatos. Prefiro mesmo o mundo de Gilberto Braga, onde ou se é muito bom ou muito mal. E por que será que toda novela da Globo tem que começar com uma morte? Minha mãe não gostava de começo de novela por causa disso. Já eu, quando ainda podia e tinha paciência para acompanhar alguma, só gostava do começo e do final. Aquela “barriga” do meio eu dispensava. Pois é, todos os bons feriados já se foram, os próximos cairão no final de semana. Depois do meu aniversário – nove de setembro tá chegando! - só espero mesmo o Natal. Gosto dessa data. Coisa bem familiar, todos reunidos, comendo e bebendo sem pudor nem discrição, crianças abrindo presentes, e a fatura do cartão só vem no ano seguinte mesmo. É festa, e disso eu gosto. Semana que vem faço trinta e três. Parece que estou ouvindo alguém falar “a idade de Cristo!”. Na verdade, Cristo é bem mais velho que isso, mas é uma referência legal. Além disso, é um número ímpar, que eu acho mais legal que os pares. Os ímpares não se completam totalmente, tem sempre algum sobrando, são irregulares, nada certinhos. Gosto disso. Ah, falando em números, faço um apelo para que alguém me ajude a decifrar este mistério: por que nos relógios de ponteiro que tem algarismos romanos o quatro não é escrito corretamente, ou seja, IV, mas sim IIII ??? Percebi isso num relógio de praça e achei que estava errado, mas depois verifiquei na vitrine de uma relojoaria e isso se repete. Por quê? Por quê? Por quê? Aguardo respostas. Qualquer dia, eu volto. Abraços, FUI!
Resumo olímpico Que eu não sou chegado a esportes, já disse algumas vezes; mas, ao menos nas Olimpíadas, sempre fui interessado. Isso em outros tempos, quando todos os brasileiros ficavam atentos às jogadas de Paula, Hortênsia e Oscar; às braçadas de Xuxa e Gustavo Borges e aos pódios garantidos no judô, atletismo e vôlei. Este ano, porém, tudo parece estar diferente. A apatia se generalizou e a fraca campanha do Brasil no quadro de medalhas só reforça o descaso. Por onde andam nossos heróis? Até o presente momento, não conseguimos mais que o bronze. Tá certo que ser o terceiro melhor do mundo não é nada mal, mas no esporte, o segundo lugar tem o mesmo valor que o último. Só ganha mérito quem ocupa o lugar mais alto, o mais rápido, o mais forte. E o Brasil, como fica nessa? No judô, João Derly não deu nem pro começo e Edinanci (figura quase folclórica do esporte nacional) mais uma vez volta de mãos abanando. O vôlei masculino perdeu a credibilidade depois das derrotas no Maracanazinho, e o feminino sempre perde na semifinal, seja para Cuba ou Rússia. Nas piscinas, a grande revelação do Pan, Tiago “de alguma coisa”, bebeu água. Aliás, nas piscinas só se fala do Phelps! O basquete? Prefiro não comentar. E o futebol, será que dessa vez vai? Quase certo, só o vôlei de praia. E o atletismo é sempre uma surpresa. Parece que regredimos num campo que, por muitas vezes, nos deu tanto orgulho: o esporte. Mesmo não sendo uma potência olímpica, sempre garantimos nosso quinhão, e o hino nacional podia ser ouvido algumas vezes, para alegria e orgulho da massa de assalariados. Era mais um motivo para reunir os amigos e garantir o churrasco de domingo. Mas, e agora? As Olimpíadas? Ninguém sabe, ninguém viu. Na verdade, só se ouviu. E muito pouco.
Você tem cara de quê??? Sabe quando se olha para uma pessoa e pensa: “Esse tem uma cara de trocador de ônibus”, “Essa tem uma cara de professora primária”, “Esse tem cara de bicheiro” ou “Essa tem cara de secretária de consultório dentário”? Pois, embora nunca tenham me dito nada, definitivamente, eu tenho cara de vendedor. Parece uma sina, mas basta ficar por muito tempo numa loja, olhando o mesmo produto, que logo aparece alguém para me pedir uma informação. Certa vez, estava na C&A, quando uma senhora se aproximou e perguntou por algo que ficava em outro setor da loja. Tudo na maior naturalidade, como se eu tivesse a obrigação de saber a resposta na ponta da língua. Detalhe: eu estava vestido com um boné, camisa de malha, bermudão jeans desfiado e sandálias Havaianas (é assim que a gente vai ao shopping no Rio de Janeiro). Será que ela achou que fosse o novo uniforme da loja? Só quando disse, estupefato, que não trabalhava lá, ela me olhou da cabeça aos pés e percebeu o erro. Em outra ocasião, estava na Turuna – conhecida loja de tecidos e artigos carnavalescos no centro do Rio – e outra senhora (sempre elas... será que os homens são mais atentos?) repetiu a cena já descrita acima. O curioso é que o uniforme dos funcionários é azul, mas de um azul mais azul que uma reunião de Smurfs; e eu trajava uma blusa vermelha, quase tão vermelha quanto meu rosto na hora que ela fez a pergunta. Nesse dia, a coitada me pegou de mau-humor e recebeu uma resposta tão seca que deve até ter desistido de pular Carnaval naquele ano. Até em barraca de camelô sou confundido! Se alguém chega em uma banca de produtos artesanais feitos com Durepox, pulseiras trançadas e anéis de madeira, a quem será que vão perguntar os preços? Ao hippie sujo e cabeludo que tá na maior onda? Não mesmo. No mais recente episódio, me perguntaram o preço de um biscoito recheado. Eu com uma blusa preta e ao meu lado um funcionário da loja, de amarelo. Quem vê cara, não dá a mínima mesmo para o uniforme. O mais irônico disso é que ninguém diz que tenho cara de professor. Quando revelo minha profissão numa conversa, logo ouço a pergunta descrente “É mesmo?”, seguida de um nada convincente “Que legal!”. O arremate vem com “Nossa, não consigo imaginar você numa sala de aula!”. Certamente, há quem duvide até hoje que isso é verdade. Seja lá como for, só vendo mesmo é meu peixe. Alguém quer comprar?
Foi assim E, então, ele nasceu. Fruto de uma mente em constante ebulição, disposto a expor suas opiniões e impressões a respeito do mundo que o cerca. Discreto, devagar, mas perseverante na sua trajetória. Por vezes cômico, irônico, mordaz e, por outras, apenas a expressão da pura e simples realidade, vista por olhos atenciosos. Sem muitas pretensões, pequeno como suas palavras, porém, grande em seus ideais. Assim, ocupou o seu espaço na estranha blogosfera. Não mais que de repente, outros vieram. Com pensamentos, elogios, discordâncias e todo tipo de sentimentos traduzidos em comentários. A cada dia, semana ou mês, um novo elo se juntava à corrente e amizades se formaram. Mais que um relato do dia-a-dia, um espelho da alma. O olhar virtual que revela o interior de pessoas que se encontram no espaço cibernético. Juntos, nos emocionamos, rimos, gritamos, quebramos copos, fizemos obras, mudamos móveis de lugar. Companheiros de viagem, confidentes confiáveis ou apenas ouvintes (nunca passivos) dos mais sórdidos desejos. E, nessa brincadeira, doze meses se passaram. Obrigado a todos que há um ano acompanham este blog, e o mantém vivo pelo simples desejo de se comunicar. Fui! P.S. - Como sabem, minha vida está a cada dia mais corrida. Por isso, texto novo somente às sextas-feiras. Até lá!
Andando na linha A primeira impressão não foi das piores: plataforma limpa, organizada e passando por reformas. O estilo é até bem simples, com bancos de madeira e um clima típico de cidade do interior. Bastou dar uma olhada ao redor e perceber que, provavelmente, eu era o único num raio de cem metros a ter mais de onze anos de estudo. Sem muita demora, o trem chegou. Quase pontualmente. Os horários são estranhos: 07:01, 08:19, 16:32, 17:12; e sempre com dois minutos de atraso. Mas, se fosse pontual, estaríamos em Londres, não em Duque de Caxias. Estava acompanhado por uma amiga, que fazia o favor de me ensinar tudo e ajudava a disfarçar minha ignorância sobre o mundo ferroviário. Os vagões apresentam uma cor meio desbotada e, confesso que esperava mais de uma “Supervia”. A exceção são alguns trens bem coloridos, de gosto duvidoso, grafitados em tons diversos de rosa, roxo, verde e azul; numa vã alusão ao seu correspondente novaiorquino. Pela velocidade que chegam, é difícil de acreditar que há bem pouco tempo muitos viajavam sobre os vagões. Coisa mesmo de maluco! Finalmente, descobri um lugar onde a mensagem “cuidado com o vão entre o trem e a plataforma” é realmente necessária. Se no metrô esta distância não passa de meio palmo, nos trens chegam a quase cinqüenta centímetros! É quase uma prova de salto à distância! Serviço para atleta profissional. É claro que isso depende muito da estação, mas, quando o trem pára perto da plataforma, surge um degrau tão grande quanto. Não é à toa que quase não se vêem anões nos trens. O interior do veículo é bem pior do que a pintura externa tenta disfarçar. Assentos e paredes descascados, portas que não fecham direito, uma gente com cara de poucos amigos e um constante chacoalhar capaz de fazer qualquer um parecer uma dançarina do axé music. Sem falar no surpreendente comércio ambulante, um parágrafo à parte. Basta as portas dos vagões se fecharem para a gritaria começar. Eles surgem de repente, anunciando todo tipo de produtos. Desde kits de costura até cintos de couro, passando por toda espécie de guloseimas e bebidas. Às vezes, me sinto num “comércio de pulgas” indiano. Quando as portas se abrem, todos somem, fugindo da fiscalização numa correria desenfreada. Portas fechadas, começa tudo outra vez. A única que não se abala nem com o balançar do veículo é uma senhora cega que sempre passa, bengala numa mão e um copo plástico na outra. Completam o circo alguns meninos de rua (pelo menos parecem ser) que ficam gritando com os pedestres pelas janelas e os fanáticos religiosos, empunhando uma Bíblia esfarrapada, enquanto bradam palavras que ninguém presta atenção, e tentam manter o equilíbrio – físico, porque o mental já se foi faz tempo. E assim, a semana passa. Uns dias mais animados, outros apenas com o chacoalhar ferroviário e o sono que ele traz. Tudo isso demora pouco mais que vinte minutos. Não é o ideal, mas é rápido, prático e barato. Não havendo descarrilamento, o resto a gente tira de letra. Fui! P.S. - Hoje passou uma garoto de uns 10 anos vendendo latão de cerveja Antarctica. Não achei a menor graça.
A seleção – parte II Na data e horário marcados, estava lá para o treinamento. Estavam, também, outras seis pessoas: uma estagiária, dois trainee e três recém-formadas na faculdade. Após as devidas apresentações típicas desse tipo de atividade – que eu acho um saco –, assistimos a um vídeo explicativo da metodologia do curso, a “Metodologia Holística” (???) e, ao final, sorteamos os temas que iríamos apresentar no dia seguinte, menos de vinte e quatro horas depois. Confesso que, quando vi pessoas do próprio curso concorrendo pela vaga, foi como se jogassem um balde de água fria na minha cabeça. Parecia um jogo de cartas marcadas. Pior ainda quando perguntei à coordenadora sobre o número de vagas, que antes eram quatro e, depois, apenas duas. Os que não fossem selecionados poderiam ficar numa lista de espera, uma espécie de stand-by para uma próxima oportunidade. Isso me animou e, como já acreditava que as vagas já tinham seus donos, tive a confiança que pelo menos o quarto lugar seria meu. Foi nesse mesmo dia que voltei pela primeira vez de trem, guiado por uma das minhas concorrentes. Mas, isso ainda não é assunto para essa postagem. Pela ordem de sorteio dos temas, fui o segundo a se apresentar. Ainda bem, pois a espera só me deixa mais tenso. Como já havia acontecido, outras professoras foram convidadas para assistir às aulas e colaborar na decisão final. Em suma, eis o que aconteceu: a estagiária e a trainee foram muito bem, embora nenhuma das duas tenha gostado do próprio desempenho. O outro trainne chegou atrasado, teve problema com o pendrive, e teve que improvisar uma aula “meia boca”. As outras meninas deveriam voltar correndo para a faculdade. Só provaram que apenas o diploma não garante nada, e nisso levei vantagem contra todos, porque era o mais experiente em sala de aula. E também o mais velho do grupo. Na minha avaliação, fui o terceiro melhor. Dias depois, só eu fui convocado novamente. Na última etapa, uma entrevista individual, foi explicado mais uma vez o método de funcionamento do curso e, finalmente, falou-se em dinheiro. Nada milionário, mas aberto a possibilidades... Acertados os horários, a decisão foi transmitida para o diretor do curso – aquele da primeira entrevista! – e, depois, para o dono do curso. O primeiro teve apenas uma objeção pelo fato de eu ser funcionário público e, por isso, talvez não desse o devido valor e desempenho ao curso. Coitado, se visse meu contracheque ia perceber que a idéia é justamente o contrário. Já o segundo, nem achou necessário me conhecer. Na semana seguinte, começava o treinamento de verdade e, uma vez ou outra, a coordenadora me pedia para preparar uma aula e apresentá-la ao final do dia. Assim mesmo, de surpresa. Fui bem em todas e, com isso, ganhando confiança. Assisti a algumas aulas e participei de várias festas de despedida para as professoras que saíram. Um bom começo, né?! Dia primeiro de julho assumi cinco turmas; hoje já tenho oito, pois não será contratado mais nenhum professor. O trabalho tá sinistro! O bagulho tá doido! Mas, eu tô adorando! E foi assim. Ontem entrei de férias no Estado, por isso, devo aparecer mais por aqui. Mas, se eu sumir, já sabem o que estou fazendo: teaching English. But don´t worry, ´cause I always come back. Fui!
Ainda não voltei definitivamente, mas as férias estão batendo à porta e qualquer dia retorno à programação normal. Enquanto isso, atendendo ao pedido do A.Gil, aí vai o relato do processo de seleção do meu novo emprego, em detalhes.
A seleção – parte I Era uma tarde ensolarada, quando o telefone tocou. Ao atender, ouvi uma voz feminina que perguntava pelo senhor Fábio Alves. Como de costume, disse que “ele” não estava, perguntei quem desejava falar-lhe e qual o assunto. Quando a jovem informou que era da Microcamp, e sobre emprego, rapidamente me fiz presente. Segundo ela, eu havia enviado um currículo para lá. Nem lembrava disso, pois estou sempre mandando alguns pela internet, mas aceitei a proposta na hora e marquei a entrevista. No sábado à tarde, lá estava eu. Achei estranho o dia marcado, mas é justamente quando os cursos de inglês mais funcionam. Perguntei pela pessoa que faria a entrevista e fiquei aguardando. Quase dez minutos depois, nada. Voltei à recepção e descobri que ela havia feito uma confusão, pois já existia um outro Fábio trabalhando por lá. Nome comum é assim mesmo. “Fábio” é o novo “José”, em todo lugar existe um. Confusão desfeita, e dá-lhe mais espera. Dez minutos depois, recebo a notícia de que a coordenadora não estava presente, a entrevista fora marcada no dia errado, mas para que eu não perdesse a viagem, iria falar com o diretor do curso. “Fudeu!”, pensei. Estava numa salinha esperando, quando o cara abre a porta e fica me encarando. Na dúvida, fiquei quieto, esperando ele dar a primeira palavra. “What´s up?”, ele perguntou. “Bom, vai ser em Inglês”, concluí. Numa outra sala, a entrevista começou. Eis a situação: o cara falava baixo, sem expressar qualquer reação emocional ou esboçar um sorriso, nem que fosse falso. E eu ali, sendo sabatinado, por várias vezes não escutando direito a pergunta, pedindo para ele falar mais alto, tentando quebrar o gelo, e ele impassível. Mais desconfortável, impossível. Achei tudo uma merda. “Esse emprego já era. Aqui não me chamam nunca mais.”, lamentei. A resposta viria até a segunda-feira seguinte, mas ninguém ligou. Somente na outra semana recebi a resposta, juntamente com a incumbência de decidir o tema e a data da aula que deveria apresentar para avaliação. No dia seguinte ou dois dias depois? Depois, é claro. “Family members” foi o tema. Usei os recursos que pude – principalmente, recortes de jornal – , e criei uma família que incluía Paulo Coelho, Monique Alfradique e a mão do Padre Marcello Rossi, só para se ter uma idéia. Entre estagiárias, trainee e professoras, seis pessoas assistiram à aula. Tudo rolou bem, mas até então, ninguém havia falado nada sobre salário. Dias depois, outro telefone, e processo continuava.
I am the champion, my friends! Arrumei alguns minutos disponíveis para explicar meu sumiço repentino. Espero que tenham notado que eu sumi! Rs... Bom, estava passando por um longo e trabalhoso processo de seleção para uma vaga como professor em um curso de inglês. Ainda lembram que sou professor, certo? Pois é, depois de algumas etapas – acho que foram cinco – , consegui a vaga!!! Não vou descrever tudo porque ficaria muito chato, mas, resumidamente, eram sete candidatos – sendo dois trainees e uma estagiária do próprio curso – concorrendo a quatro vagas que, depois, tornaram-se duas. Ao final, só eu fui selecionado e uma vaga ainda ficou em aberto. É ou não motivo para se orgulhar??? Em conseqüência, estou trabalhando feito uma mula. Inclusive aos sábados!!! Por isso, enquanto me adapto aos novos horários e rotina, este espaço vai ficar meio largado mesmo. Mas sempre aberto a visitações! Não me deixem só!!!!! Ah, aprendi a andar de trem! Na próxima aparição por aqui, prometo relatar minhas impressões... Beijo para quem é de beijo, abraço para quem é de abraço. FUI!
Pedagogia da hipocrisia O mundo parece que anda cada dia mais mal-humorado. As pessoas têm levado tudo a “ferro e fogo” e, uma simples ironia ou uma maneira mais leve de encarar os fatos, muitas vezes, é tida como uma ofensa imperdoável. Os professores têm sido um grande exemplo disso. Além de fodidos e mal pagos, estão se tornando neuróticos. Essa constatação veio através do Orkut e das comunidades de professores da qual faço parte. Sim, porque eu só entro em comunidades que realmente participe, mas, nem sempre minhas opiniões são bem vistas pelos puritanos de plantão. Ô gente infeliz! Se apegam a cada bobagem... Certa vez, reclamei que para haver vagas para os professores concursados, seria bom que antigos, já em época de aposentadoria, “largassem o osso”, dando vez ao mais novos. Pronto. Foi o bastante para uma enxurrada de ladainhas sobre respeito, ética e muito blá, blá, blá. Em outra oportunidade, comentava-se o assassinato de uma professora enquanto dirigia em Niterói. Poderia ter sido por qualquer motivo: assalto, crime passional, briga de trânsito e etc. Mas, como se tratava de uma professora, os adeptos da teoria da conspiração logo apontaram o culpado: um aluno. Como chegaram à essa conclusão? Pura neurose. A mais recente, e mais engraçada, foi há poucos dias: uma professora foi acusada por esquecer um aluno de castigo atrás da porta da sala de aula. Dizem que a criança ficou lá por sete horas e, só foi achada quando sua mãe foi procurá-la na escola, devido a demora para chegar em casa. Comentei, então, que o maior problema foi o “amadorismo” da colega ao esquecer o “santinho” de castigo. Sete horas? Poderia ter sido uma hora e meia por dia, não acham? Os defensores da Pedagogia não demoraram para defecar suas teorias e legislações. Por sorte, surgiram alguns adeptos do jeito irônico de ver a vida e, pelo menos até ontem, ainda não havia sido expulso da comunidade. E, vamos falar a verdade, qual professor nunca teve vontade de fazer coisa pior com alguns de seus pimpolhos??? A quem interessar possa, o caso está sendo apurado e parece que não foi bem assim... E viva a professorinha!!!
Tá frenético! Pois é, como diz o A.Gil, “o bicho tá pegando”! Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo – a maioria é boa, ainda bem! - e fica difícil manter a regularidade em qualquer âmbito. É final de bimestre na escola, com provas e trabalhos para corrigir; novidades profissionais (se der certo, eu conto), problemas no condomínio – o fardo de ser síndico – e tudo ao redor precisando ser reorganizado. Faz parte da vida, faz parte do ser. Mudar, evoluir, adaptar-se. Em um desses cada vez mais raros momentos de folga, assisti ao novo filme do Indiana Jones. Inclusive, cheguei atrasado ao trabalho por causa disso. O material veio direto do navio de Jack Sparrow (entendeu?), mas cinema tá caro e tempo me falta. Enfim, a película vale mesmo a pena. Harrison Ford envelheceu, é visível, mas o personagem mantém a vitalidade do primeiro filme. Recomendo. É diversão para toda a família. The book is on the table e, pelo jeito, vou abri-lo bastante. Sem falsa modéstia, é muito bom saber que se é melhor do que imagina. Essa é uma das vantagens de não se criar expectativas. Quem espera demais, acaba se decepcionando; quem não espera muito, se surpreende mais facilmente. Coisa de bobo, mas, certamente, os bobos são pessoas mais felizes. Essa postagem está me lembrando as conversas que tenho com um amigo chamado Ricardo. O cara é bom de papo, tem cultura e assunto de sobra. Nas poucas oportunidades que temos para conversar (ele é workaholic!), a falação rola por horas – literalmente – e passa pelos mais diversos temas que, aparentemente, não teriam qualquer ligação entre si. Na nossa conversa, eles tem. Ao final, quase sempre voltamos ao ponto de partida. Coisa de doidos mesmo. Mas são os melhores papos, e também os mais criativos. Qualquer dia eu volto por aqui. Ou em algum blog amigo. Fui! P.S. - Daniel, não esqueci do seu Meme. Assim que possível vou enveredar pelo mundo da poesia e me arriscar a escrever um poema. O resultado? Só Deus sabe! Aguarde.
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